Fazer o intensivo em DBT pela Behavioral Tech é um divisor de águas
Tive a oportunidade de aprofundar o meu conhecimento clínico em DBT pela Behavioral Tech, instituição fundada por Marsha Linehan, criadora da Terapia Comportamental Dialética, e referência mundial no ensino dessa abordagem. O intensivo é um degrau importante na prática clínica de quem decide trabalhar com terapia comportamental dialética e seguir atendendo pacientes graves.
Mesmo já sendo especialista em DBT pela DBT Brasil, é fundamental esse outro nível de formação. O intensivo é um passo necessário. A especialização me deu uma base sólida, e foi ela que me trouxe até aqui. O intensivo da Behavioral Tech tem outro papel: é o aperfeiçoamento que prepara o psicólogo para oferecer a DBT padrão, aquela que segue fielmente o modelo desenvolvido e que possui evidências científicas. Acredito que todo psicólogo que se propõe a oferecer a DBT completa, especialmente para pacientes graves, precisa passar por essa etapa. Não como um título a mais, mas como um compromisso com a pessoa que confia a sua vida ao nosso cuidado.
O treinamento é dividido em duas partes, com um intervalo de alguns meses entre elas. Na primeira, mergulhamos nos fundamentos do modelo: a teoria biossocial, a estrutura do tratamento, a hierarquia de alvos e as estratégias de validação e mudança. No intervalo, o trabalho continua. Cada psicólogo precisa estudar, aplicar o que aprendeu. Na segunda parte, voltamos para apresentar casos, receber supervisão e ajustar aquilo que precisa ser ajustado.
Esse formato diz muito sobre a própria DBT. Ela não é um conjunto de técnicas soltas que o psicólogo aplica quando acha conveniente. É um tratamento com estrutura, com etapas claras e com um compromisso firme de seguir o que a pesquisa mostrou que funciona. Quando falo em tratamento padrão, é disso que se trata: oferecer ao paciente a DBT como ela foi pensada e testada, e não uma versão improvisada.
O que mais me tocou foi perceber que a DBT cuida também de quem cuida. Atender pessoas em sofrimento intenso, com risco de suicídio, autolesão ou crises frequentes, exige muito do terapeuta. Por isso nenhum terapeuta DBT trabalha sozinho. A equipe de consultoria existe para que a gente consiga manter a compaixão, a clareza e a firmeza mesmo nos momentos mais difíceis do tratamento.
O que isso significa para quem procura atendimento
Para o paciente, significa encontrar um tratamento organizado, em que se sabe por onde começar e para onde se está indo. Primeiro cuidamos do que coloca a vida e a segurança em risco. Depois trabalhamos aquilo que atrapalha a terapia e a qualidade de vida. Ao longo de todo o caminho, a pessoa aprende habilidades concretas para lidar com emoções intensas, atravessar crises sem piorar a situação, se relacionar de forma mais saudável e estar mais presente na própria vida.
Significa também ser recebido sem julgamento. A DBT parte da ideia de que o sofrimento faz sentido diante da história de cada um, e que é possível construir uma vida que valha a pena ser vivida.
Atendimento em DBT no Rio de Janeiro e em Niterói
Atendo presencialmente na Tijuca, no Rio de Janeiro, e em Icaraí, Niterói, além de sessões online. Se você vive um sofrimento intenso e busca tratamento, me mande uma mensagem. Se preferir outro profissional, procure alguém com formação em Terapia Comportamental Dialética. Você merece um cuidado à altura do que está sentindo.